esta negritude que me aureia já me cansa,
já me oura.
como é que vim de tão longe para chegar aqui?
que plano misterioso vem de não saber quem,
nem quando?
queria dar-te uma pista de que ainda senti algo.
mas e que fazes tu com isso?
mas e que faço eu com isso?
tenho vontade de brincar de avestruz.
quero talvez até olhar nos olhos da Medusa.
e que faz Ela com os meus olhos?
o que faço eu com os meus olhos?
malditos pontos de interrogação
maldita maldade humana.
antes fosse o Amor um atributo exclusivamente divino,
mas, assim que toca a terra, já está contaminado.
quero tanto tudo mais simples, tudo mais puro.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
terça-feira, 5 de abril de 2016
circular esfera no mais infinito plano estático e bidimensional.
se te vejo, digo-me a ti. Quero contar-te as minhas lacunas.
quero amarrares-me ao tecto e circundar, desenhar a tinta permanente a mais perfeita das mandalas assimétricas.
Trouxe-te ao colo como um animal em vias de extinção, consequência da usual crueldade humana. Trago-te ao colo como um pequeno animal recém-nascido de uma viagem astral profundamente enraizada na (des)massa cósmica universal.
O meu canto é desafinado e o nosso amor desalinhado.
E ficamos assim, de retinas despertas a expectar o progresso do processo.
Ficamos assim, de rotinas abertas a soar o acesso ao projecto.
se te vejo, digo-me a ti. Quero contar-te as minhas lacunas.
quero amarrares-me ao tecto e circundar, desenhar a tinta permanente a mais perfeita das mandalas assimétricas.
Trouxe-te ao colo como um animal em vias de extinção, consequência da usual crueldade humana. Trago-te ao colo como um pequeno animal recém-nascido de uma viagem astral profundamente enraizada na (des)massa cósmica universal.
O meu canto é desafinado e o nosso amor desalinhado.
E ficamos assim, de retinas despertas a expectar o progresso do processo.
Ficamos assim, de rotinas abertas a soar o acesso ao projecto.
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