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era só pa partilhar o que eu estava a pensar no duche hoje de manhã

~ Sou ateia na religião e  agnóstica na política~ LOV ' YOU

Diz que sim, que é uma doença grave. O bolo de chocolate não.

volta e meia leio algures a ideia de que as pessoas mais inteligentes são mais infelizes. Criam-se gráficos e coisas e merdas em tom humorístico que sugerem que o melhor mesmo é ser burro e feliz. Confesso que por vezes queria ser mesmo burra, sem preocupações sociais, políticas, ecológicas, éticas, e um monte de fififis que me enervam diariamente. Não sei... não sei o que é melhor. às vezes penso que os pais não deviam ficar felizes quando por alguma eventualidade é diagnosticado à criança um grau de inteligência ligeiramente ou muito superior. É UMA DOENÇA GRAVE. Essa notícia diz em letras pequeninas em baixo "inteligência pode causar efeitos secundários graves (verificados em 100% dos casos registados) como disfunção social, exclusão e auto-exclusão, humilhação pública, incompreensão generalizada, incapacidade para socializar, descrença nos outros, inadaptação existencial, alergia fatal a pessoas, conversas monologais, suicídio incompreendido, entre outros". Mas desde quan...

estupidezes alheias

Quando era miúda, queria ser fixe , queria que dissessem que era fixe. Achava que isso era um qualquer selo de autenticidade de aceitação social. e pior, achava que precisava mesmo desse selo. Tentei, obviamente, conseguir esse selo, praticando muitas estupidezes (que não há outra forma de o conseguir). Mas eu não conseguia disfarçar que era diferente, que não era fixe, pelos meus gostos e pelas minhas preferências, por atitudes que tomava e que deixavam qualquer fixe a pensar "que croma". Mantive longas amizades com pessoas com as quais não me identificava, que não me compreendiam, que gozavam com as minhas opções. O facto de eu ouvir música pesada, para alguns, era uma anedota, para outros era-o o facto de eu ouvir também música calma. Anedota também foi o facto de eu querer ser vegetariana ou simplesmente o amor. o amor... Eles não sabiam, mas estavam a tornar-me mais forte, a dar-me mais motivação para continuar a gostar do que gosto e não querer saber do qu...

porque é que não gostei do filme "os miudos estão bem"?

É um filme sobre uma família lésbica. Isto é, duas lésbicas vivem juntas e, recorrendo a um banco de esperma, cada uma teve um filho. no filme, essa família é-nos retratada como uma família "normal". DEMASIADO igual às comuns. Em todo o filme, na narrativa, não há qualquer tipo de discriminação homofóbica. Não há mães nem filhos gozados e escarneados na escola. E com tanta "normalidade", parece que há sempre algo de muito anormal em todo o filme. A negação dos males da sociedade e das pessoas homofóbicas não é uma boa forma de fazer ver aos espectadores que aquela família É normal. Depois, o próprio filme é tendencialmente machista e aponta sempre para uma insatisfação sexual das lésbicas (entre outras particularidades), ou seja, o próprio filme acaba por ser homofóbico. Começa com as duas lésbicas a recorrerem a um filme pornográfico gay - com dois homens - para supostamente terem mais prazer em conjunto, facto que é mais tarde descoberto pelo filho e que q...

Vacinas de inteligência

bom, hoje cheguei à conclusão mais importante da minha vida: Devia haver uma vacina de inteligência que fosse administrada logo à nascença. Já imaginaram? todas as pessoas serem inteligentes, não haver cromos, não haver cegueira (daquela cegueira que Saramago fala), não haver trolhas tal como os conhecemos, não haver estúpidos...  Enfim, não iria encontrar gente a dizer que as culturas islãmicas não são cultura nem são nada (quando, como é óbvio, é mais do que sabido que se trata de uma questão cultural). Não ia encontrar gente a dizer que é uma aberração as vacas, por serem sagradas, andarem a passear pelas ruas da Índia porque há pessoas a passar fome (quando em Portugal também há pessoas a passar fome e os cães e os gatos lá andam pelas ruas. Como é obvio, também é uma questão cultural).  Não ia encontrar gente materialista. Não ia viver no mesmo mundo que os patrões egoístas que conseguem lucros loucos e pagam menos do que o ordenado mínimo aos seus tr...

Porque nem sempre a esperança é igual àquilo que se espera

(Hoje passam dez anos desde a queda da Ponte de Entre os Rios e o Estado não apoiou suficientemente estas localidades, sendo, actualmente, uma das zonas com maior índice de desemprego e, portanto, torna-se cada vez mais isolada, verificando-se uma grande deficiência em acessos e vias de comunicação)  (Jornalista) - Então, espera um futuro melhor para Castelo de Paiva? (Entrevistada) - Não! Eu espero pior. (hoje, Sic Notícias)