A noite assusta-me, mais
do que qualquer outra coisa. Eu não tenho monstros debaixo da cama
ou no armário, as sombras esquisitas das árvores na parede não me
incomodam e o paranormal não é uma ameaça. O que me assusta é
outra coisa, outra coisa invisível, mas existe. É que à noite os
meus Monstros libertam-se e comem-me viva. Esgotam-me os sorrisos e
criam rios pela minha cara que continuam pelo meu pescoço, até ao
meu peito. É assim que me secam os olhos. O pior é que os meus
Monstros não são imaginação ou miragem. Atormentam-me,
torturam-me e por vezes tentam matar-me. A noite assusta-me mais do
que qualquer outra coisa e eu tenho medo. Os meus Monstros trazem o
pior de mim e vêm acompanhados de todos os meus medos. Outras vezes
são persistentes e resistentes ao tempo. Arrastam-se pelas horas e
deixam de ser criaturas da noite para passarem a escurecer o dia. E o
meu sono arrasta-se acordado porque não me deixam fexar os olhos.
Faz parte da tortura. Eu? Eu olho em redor. A luz fica pesada na
parede e tudo fica congelado. Todos os átomos, partículas ou
células parecem estar congelados. Por vezes também eu fico
congelada, concentrada nas estátuas que me rodeiam e na minha
estúpida respiração que interrompe. Outras vezes, crio
movimentos porque preciso circular o ar que, por uma claustrofobia
cáustica, me encurrala. Mas os Monstros mais combativos são aqueles
que trazem a verdade. Esses vêm para ficar. Esgotam-me
exaustivamente até que perco o tempo, até que perco a força, até
que perco a coragem, até que perco a vontade e me dou finalmente por
vencida pelos meus Monstros da Verdade. Durmam bem, Monstros da
Mentira. Os outros Monstros? Não saberia viver sem eles.
bom, hoje cheguei à conclusão mais importante da minha vida: Devia haver uma vacina de inteligência que fosse administrada logo à nascença. Já imaginaram? todas as pessoas serem inteligentes, não haver cromos, não haver cegueira (daquela cegueira que Saramago fala), não haver trolhas tal como os conhecemos, não haver estúpidos... Enfim, não iria encontrar gente a dizer que as culturas islãmicas não são cultura nem são nada (quando, como é óbvio, é mais do que sabido que se trata de uma questão cultural). Não ia encontrar gente a dizer que é uma aberração as vacas, por serem sagradas, andarem a passear pelas ruas da Índia porque há pessoas a passar fome (quando em Portugal também há pessoas a passar fome e os cães e os gatos lá andam pelas ruas. Como é obvio, também é uma questão cultural). Não ia encontrar gente materialista. Não ia viver no mesmo mundo que os patrões egoístas que conseguem lucros loucos e pagam menos do que o ordenado mínimo aos seus tr...
Eu combato os monstros com um peluche!*.*
ResponderEliminareu sei! :) pena que isso não resulte comigo... :S
ResponderEliminar:(
ResponderEliminar- sem saber o que dizer -
ResponderEliminarE se eu te comprar um peluche gigante que pareça o Serj? Ele assim mata os monstros! :D
Oh *.* um peluche gigante que se pareça com o serj!!! agora deixaste-me a sonhar! :)
ResponderEliminarhum... e não saberes o que dizer é bom ou mau?! xD
É mau porque gostava de ter uma palavrinha querida para dizer mas o peluxe do Serj acho que compensou vá xD eu era mais os monstros debaixo da cama e a entrarem pelo telhado e assim :| E ainda tenho isso quando vejo ou falo de coisas assustadoras.
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