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diz-me!

Será que o meu olhar longínquo te diz as coisas que não posso falar?

Será que também pensas em mim quando chegas a casa?

E quando voltas a aparecer-me também dás voltas à cabeça? -- acaso, coincidência, destino ou universo... Acaso, coincidência... destino, universo... Acaso... coincidência... destino... universo...

Ai! O que ouve o teu universo do meu?
Diz-me!

Será que também sentes a tensão a acumular-se quando os nossos organismos se vão aproximando? A matéria, a matéria...

E o que será da matéria das nossas almas quando eu te der mais do que um sorriso?

Um sorriso, só para receber o teu de volta.
Juro que, basta!, mais um sorriso teu te fará ouvir a minha voz...

A visão agrada-me a alma... E o que dirão os sentidos restantes quando te puderem ver de olhos fechados?

Porque não me respondes? Diz-me..

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