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como tu em oposto

Meu querido, não me leves a mal - tu és tão querido e tão tontinho...

Se pelo menos o teu corpo fosse diferente... Tão oposto precisaria ser o teu corpo para assim eu me perder na doçura do teu espírito bom e da tua alma bela...

Não me leves a mal, meu querido. Eu também não levo a mal a tua teimosia. Mas devo ser insistente, como tu em oposto, na afirmação da resposta negativa.

Meu querido, não tens culpa, mas eu também não...

Sei que te vai passar com facilidade o sentimento que me tens, que não o sinto por ti, meu querido, desculpa. Rápido nem vais notar que ele te habitou. Por isso, meu querido, não te habitues a senti-lo, nem o sintas demasiado.

É só o que é. E tudo deixa de ser. Tudo passa.

Sabes bem que, mesmo que venhas a consumir o meu corpo, não me vais consumir a alma, pois não o sinto da mesma forma. Desculpa, meu querido, desculpa.

Sentimos coisas diferentes e isso vai fazer-me impedir que te me entregues.

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