Avançar para o conteúdo principal

Música Romântica

Uma música melancólica invade-me os pensamentos e transforma-me o espírito em algo muito subtil, transparente, frágil, quase desaparecido. E do desaparecimento repentino do meu espírito, os pensamentos aproveitam-se desse vazio cansado de lutar, derrotado por tantas e tantas guerras consigo mesmo.

A música canta-me qualquer estupidez amorosa imperceptível. Não quero sofrer mais - penso - não consigo sofrer mais. Não percebo o que dizes, não sei do que falas, não conheço esse assunto, amor.


Que merda é essa, que universo é esse? Que espécie humana se dedicaria a tal forma de fragilidade, de sujeição, de altruísmo descomprometido e de um compromisso sem liberdade? Que espécie humana é capaz de viver segundo os impulsos do coração independentemente das ordens do cérebro? O que muda cá dentro para nos fazer amar mais a alguém do que a nós mesmos?

A canção chegou ao refrão. Sorri. Mas não entendo, não entendo o que diz, o que quer dizer, o que significa, ... 

Quantos parvos já morreram de amor? Quantos dedicaram toda a vida a sofrer? Quantos se mataram por não serem amados? E quantos excluídos por não saberem amar?



2009

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Vacinas de inteligência

bom, hoje cheguei à conclusão mais importante da minha vida: Devia haver uma vacina de inteligência que fosse administrada logo à nascença. Já imaginaram? todas as pessoas serem inteligentes, não haver cromos, não haver cegueira (daquela cegueira que Saramago fala), não haver trolhas tal como os conhecemos, não haver estúpidos...  Enfim, não iria encontrar gente a dizer que as culturas islãmicas não são cultura nem são nada (quando, como é óbvio, é mais do que sabido que se trata de uma questão cultural). Não ia encontrar gente a dizer que é uma aberração as vacas, por serem sagradas, andarem a passear pelas ruas da Índia porque há pessoas a passar fome (quando em Portugal também há pessoas a passar fome e os cães e os gatos lá andam pelas ruas. Como é obvio, também é uma questão cultural).  Não ia encontrar gente materialista. Não ia viver no mesmo mundo que os patrões egoístas que conseguem lucros loucos e pagam menos do que o ordenado mínimo aos seus tr...

porque é que não gostei do filme "os miudos estão bem"?

É um filme sobre uma família lésbica. Isto é, duas lésbicas vivem juntas e, recorrendo a um banco de esperma, cada uma teve um filho. no filme, essa família é-nos retratada como uma família "normal". DEMASIADO igual às comuns. Em todo o filme, na narrativa, não há qualquer tipo de discriminação homofóbica. Não há mães nem filhos gozados e escarneados na escola. E com tanta "normalidade", parece que há sempre algo de muito anormal em todo o filme. A negação dos males da sociedade e das pessoas homofóbicas não é uma boa forma de fazer ver aos espectadores que aquela família É normal. Depois, o próprio filme é tendencialmente machista e aponta sempre para uma insatisfação sexual das lésbicas (entre outras particularidades), ou seja, o próprio filme acaba por ser homofóbico. Começa com as duas lésbicas a recorrerem a um filme pornográfico gay - com dois homens - para supostamente terem mais prazer em conjunto, facto que é mais tarde descoberto pelo filho e que q...

Diz que sim, que é uma doença grave. O bolo de chocolate não.

volta e meia leio algures a ideia de que as pessoas mais inteligentes são mais infelizes. Criam-se gráficos e coisas e merdas em tom humorístico que sugerem que o melhor mesmo é ser burro e feliz. Confesso que por vezes queria ser mesmo burra, sem preocupações sociais, políticas, ecológicas, éticas, e um monte de fififis que me enervam diariamente. Não sei... não sei o que é melhor. às vezes penso que os pais não deviam ficar felizes quando por alguma eventualidade é diagnosticado à criança um grau de inteligência ligeiramente ou muito superior. É UMA DOENÇA GRAVE. Essa notícia diz em letras pequeninas em baixo "inteligência pode causar efeitos secundários graves (verificados em 100% dos casos registados) como disfunção social, exclusão e auto-exclusão, humilhação pública, incompreensão generalizada, incapacidade para socializar, descrença nos outros, inadaptação existencial, alergia fatal a pessoas, conversas monologais, suicídio incompreendido, entre outros". Mas desde quan...