A noite, o escuro, os monstros, eles voltam todos para mim ao escurecer. Olham-me, respiram-me, beijam-me contra a minha vontade, despem-me, violam-me e degulam-me, esventram-me, deixam-me morrer lentamente, levando um pedaço meu como recordação. Todas as noites. E todas as noites finjo, actuo, misturo-me na vida dos outros, na vida de personagens fictícias que me façam esquecer a minha essência.
Longe de mim, Longe de mim, penso, quero-me longe de mim. Mas há sempre um fim, e no fim não há alternativa se não voltar a mim. Voltar a mim para repetir eternamente esse devaste maldito, cíclica agonia sem fim.
LOV ' YOU