segunda-feira, 5 de novembro de 2012

o limiar de qualquer coisa profunda em frases soltas e palavras simples


Estou cansada de fingir que está tudo bem. E às vezes acho que estou no limiar da exaustão. Exaustão psicológica, que física posso eu bem com ela. Naquele dia estava mesmo a desmoronar.

Na noite anterior soube que a minha avó teve mesmo de abandonar definitivamente o tratamento que estava a fazer. O melanoma (no braço) está, afinal, cada vez maior e surgiram muitos outros quistos por todo o corpo, incluindo na cabeça. Não sei o que se segue além disso.


E foi ao jantar que soube... da morte da tia da Marta. A notícia abalou-me de uma forma quase incompreensível. E nem sei se consigo imaginar ao certo o que a Marta está a passar neste momento. É demasiado brutal. 

E com isso apercebi-me de que não estou de todo preparada para lidar com a morte da minha avó. Tenho-a visto a piorar e fico eu mesma cada vez pior. Sinto-me de mãos e pés atados. A minha avó é inequivocamente uma daquelas raras BOAS pessoas, tal como a tia da Marta, com certeza. E só consigo ficar com um profundo sentimento de injustiça. É INJUSTO, PORRA! 

Às vezes penso que seria tão mais reconfortante acreditar no céu.......


Quando cheguei a casa fui para casa da minha outra avó, a demente acamada, que estava nesse dia pior do que nunca tinha visto.

Hoje estive com elas novamente. São 5:40 e eu sem dormir. Não será necessário dizer mais nada.

LOV ' YOU