«It’s all in the details. They way someone stops smiling the moment you aren’t looking. How their answers become shorter, their laughter a little bit more forced for every time. You’ll sometimes catch them with a distant look in their eyes, as if they’re staring into the big nothingness that surrounds them. Completely gone. Lost. Alone. You might find that they start distancing themselves from you, making excuses, feeding you with their little covering lies. “I’m just tired,” they’ll say. They’ll laugh it off, every single time. You should pay attention to how they start covering up their bodies, hiding every inch of their skin, hating every inch of their skin. They wont take your compliments, if so, you’ll only get a simple ‘thank you’ and they will take it all for lies. Self hate could easily be mistaken for self irony - although they say it with a smile on their face, keep your eyes open for the empty look that follows. Pay attention. Never look away. Because they are nearly impossible to spot, unless you’re one of them.» (worthless-broken-numb)
sábado, 29 de dezembro de 2012
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
o limiar de qualquer coisa profunda em frases soltas e palavras simples

Na noite anterior soube que a minha avó teve mesmo de abandonar definitivamente o tratamento que estava a fazer. O melanoma (no braço) está, afinal, cada vez maior e surgiram muitos outros quistos por todo o corpo, incluindo na cabeça. Não sei o que se segue além disso.
E foi ao jantar que soube... da morte da tia da Marta. A notícia abalou-me de uma forma
E com isso apercebi-me de que não estou de todo preparada para lidar com a morte da minha avó. Tenho-a visto a piorar e fico eu mesma cada vez pior. Sinto-me de mãos e pés atados. A minha avó é inequivocamente uma daquelas raras BOAS pessoas, tal como a tia da Marta, com certeza. E só consigo ficar com um profundo sentimento de injustiça. É INJUSTO, PORRA!
Às vezes penso que seria tão mais reconfortante acreditar no céu.......

Quando cheguei a casa fui para casa da minha outra avó, a demente acamada, que estava nesse dia pior do que nunca tinha visto.
Hoje estive com elas novamente. São 5:40 e eu sem dormir. Não será necessário dizer mais nada.
LOV ' YOU
domingo, 28 de outubro de 2012
this is the awake of the american dream
Tenho abandonado isto, mais do que o que eu queria.
Na verdade, tenho fugido dos meus sentimentos, porque quem-me-dera-não-ter-sentimentos.
this is the awake of the american dream.
A minha avó tem cancro, um melanoma. Já o havia dito aqui. Esse melanoma veio com uma sentença de morte. Para viver durante mais alguns meses, repito: meses. Ela diz que se sente melhor e que já consegue saborear a comida, mas não está melhor. Eu sei que não está. Tem muita dificuldade em andar, o melanoma voltou a aumentar imenso e está com um aspecto que, segundo ela, é horrendo (eu ainda não vi), além de se notar perfeitamente que está sempre com dores, por mais que ela tente disfarçar.
A minha outra avó entretanto teve vários ataques num curto espaço de tempo e ficou com demência. Pouco tempo depois acamou e tem estado assim penso que já há um mês. Parece-me impossível nesta fase que ela melhore. Passa o tempo a dormir mas já não se movimenta. Mal fala. Geralmente só fala para pedir, comida, ou chá, ou água ou uma almofada muito específica que ninguém descobre qual é. Quando fala além disso, voltamos a lembrar-nos que ela está com demência.
A vida é uma merda, sabem? Ninguém merece passar por estas coisas, especialmente a minha avó que tem cancro. Sempre foi a melhor pessoa do mundo e continua a ser constantemente castigada sem motivo algum. É tudo tão injusto...
No outro dia, visitei o blogue da Marta, onde ela conta como está a tia dela, com cancro da mama, em estado terminal. Ao ler aquelas coisas fiquei com a certeza de que não estou preparada para ver a minha avó assim, muito menos preparada estou para que ela morra....
Sei lá... É pedir muito, querer ser um robô? e será isso simplesmente uma forma de egoísmo? Só queria atirar os meus sentimentos para longe e conseguir lidar com as situações. Em vez disso, guardo-os cada vez mais dentro de mim e fecho-me para me proteger, esquecendo-me de que nada me pode realmente proteger destas coisas. Invento coisas para fazer e afogo-me em séries e jogos ou coisas outras que me alienem completamente. É egoismo, se calhar é mesmo. Mas neste momento não sei nem consigo lidar com isto de outra forma. Isto destroi tudo o que há de bom em mim.
e é isto.
LOV ' YOU
Na verdade, tenho fugido dos meus sentimentos, porque quem-me-dera-não-ter-sentimentos.
this is the awake of the american dream.
A minha avó tem cancro, um melanoma. Já o havia dito aqui. Esse melanoma veio com uma sentença de morte. Para viver durante mais alguns meses, repito: meses. Ela diz que se sente melhor e que já consegue saborear a comida, mas não está melhor. Eu sei que não está. Tem muita dificuldade em andar, o melanoma voltou a aumentar imenso e está com um aspecto que, segundo ela, é horrendo (eu ainda não vi), além de se notar perfeitamente que está sempre com dores, por mais que ela tente disfarçar.
A minha outra avó entretanto teve vários ataques num curto espaço de tempo e ficou com demência. Pouco tempo depois acamou e tem estado assim penso que já há um mês. Parece-me impossível nesta fase que ela melhore. Passa o tempo a dormir mas já não se movimenta. Mal fala. Geralmente só fala para pedir, comida, ou chá, ou água ou uma almofada muito específica que ninguém descobre qual é. Quando fala além disso, voltamos a lembrar-nos que ela está com demência.
A vida é uma merda, sabem? Ninguém merece passar por estas coisas, especialmente a minha avó que tem cancro. Sempre foi a melhor pessoa do mundo e continua a ser constantemente castigada sem motivo algum. É tudo tão injusto...
No outro dia, visitei o blogue da Marta, onde ela conta como está a tia dela, com cancro da mama, em estado terminal. Ao ler aquelas coisas fiquei com a certeza de que não estou preparada para ver a minha avó assim, muito menos preparada estou para que ela morra....
Sei lá... É pedir muito, querer ser um robô? e será isso simplesmente uma forma de egoísmo? Só queria atirar os meus sentimentos para longe e conseguir lidar com as situações. Em vez disso, guardo-os cada vez mais dentro de mim e fecho-me para me proteger, esquecendo-me de que nada me pode realmente proteger destas coisas. Invento coisas para fazer e afogo-me em séries e jogos ou coisas outras que me alienem completamente. É egoismo, se calhar é mesmo. Mas neste momento não sei nem consigo lidar com isto de outra forma. Isto destroi tudo o que há de bom em mim.
e é isto.
LOV ' YOU
sábado, 2 de junho de 2012
que as coisas não expludam agora
Estou farta de viver no medo. Naquele medo que nos gela as reacções, a naturalidade, e espontaneidade. Entro em epilepsia sanguinea de cada vez que me dou conta da quantidade de olhos que me julgam e que estão à espreita, a aguardar pacientemente que eu pise o risco, que eu erre, que eu siga os meus instintos e a minha vontade. Às vezes congelo com determinadas perguntas, com determinadas conversas porque não sei o que é suposto responder, ou dizer, como é suposto reagir. E sem reagir já estou a reagir de alguma forma. E sem saber já me estão a julgar por isso.
Estou cansada de viver de relógio atado ao pulso, quais algemas a cronometrar as minhas reacções. Estou genuinamente farta de sentir que vivo no limite, que ando por terrenos armadilhados, minados, e que basta um passo irreflectido, um desequilibrio, um empurrão de alguém ou uma simples ventania. Dou esse passo, ou caio e tudo explode. E as coisas não podem explodir. Não agora. Eu não quero que as coisas expludam agora.
Mas ao mesmo tempo era melhor que explodissem. Livrar-me-ia de vez desta sensação diaria de castração e impotência. Ou talvez não... talvez seja simplesmente e irremediavelmente crónico. Talvez faça parte da genuinidade do meu ser...
LOV ' YOU
domingo, 8 de abril de 2012
Razão
Cresci ali, naquela aldeia onde atravessava a rua e entrava na escola primaria. Era a minha casa, mas não era, so porque não dormia ali. À hora do jantar voltava para casa do meu pai e da minha mae para logo a seguir dormir. Durante o dia, na casa onde cresci, tinha duas maes. A minha bizavo e a minha avo. Elas foram e serao sempre a minha infância. Se dela sempre senti saudades porque sempre temi que ma roubassem da memoria, agora ela foge-me sem que eu possa exercer qualquer comando.
A minha bizavo partiu durante o sono ha pouco mais de um ano, a dois anos dos 100. Ca entre nos, acredito que ela está a viver um magnifico sonho, daqueles que ja não podia viver (nem se vivem) acordada.
A minha avo tem cancro. Tem cancro pela terceira vez. Tem cancro. Da primeira vez, ainda eu não tinha nascido, deram-lhe 3 meses de vida. Da segunda, ficou sem metade do estomago. E agora, eu ando á procura de um tecto ou de um chao que me faca acreditar que a merda do "á terceira é de vez" é a maior parvoice do mundo.
Porque eu vejo as folhas a cair e o mundo a desabar e é o pior cancro de todos. Porque acreditar na esperanca parece tanto ofuscar a intuicao e o pressentimento. Porque ouvir as palavras "cancro" ou "quimioterapia" me fazem viajar ate ao deserto e eu não quero la ficar sozinha. Eu quero as minhas duas maes daquela casa em frente á escola primária para sempre.
Se eu não as tiver, como vou ter a minha infancia para sempre?
(desculpem lá a falta de acentuação ou a acentuação errada mas isto foi escrito no telemóvel
e agora dá muito trabalho alterar. acho que percebem na mesma.)
LOV ' YOU
quinta-feira, 15 de março de 2012
castraram-me vezes sem conta. não tencionam parar
Estou chateada e aborrecida. E estou farta de tudo em geral e em particular. Não é que não seja habitual, mas é mais. E quando isto aumenta, pode ser grave. Estou mesmo farta e prestes a mandar tudo e todos à merda, porque me sinto mais longe do que aqui. Como se o meu corpo flutuasse nesta realidade ridícula onde me enfiaram desde que nasci. Este ainda é dos poucos espaços reservados à minha privacidade, onde só lê quem eu quero que leia. Onde só sabe da minha vida quem eu quero que eu saiba. E porque só vocês sabem como eu sou uma hipocondríaca social. Porque só vocês sabem como eu quero estar longe de pessoas. Porque acabo sempre por me magoar e ser eu quem fica mal. Ficar mal em todos os sentidos, social e intimamente mal. Amputada e castrada.
LOV ' YOU
LOV ' YOU
sábado, 28 de janeiro de 2012
era só pa partilhar o que eu estava a pensar no duche hoje de manhã
~ Sou ateia na religião e
agnóstica na política~
LOV ' YOU
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Diz que sim, que é uma doença grave. O bolo de chocolate não.
volta e meia leio algures a ideia de que as pessoas mais inteligentes são mais infelizes. Criam-se gráficos e coisas e merdas em tom humorístico que sugerem que o melhor mesmo é ser burro e feliz. Confesso que por vezes queria ser mesmo burra, sem preocupações sociais, políticas, ecológicas, éticas, e um monte de fififis que me enervam diariamente. Não sei... não sei o que é melhor. às vezes penso que os pais não deviam ficar felizes quando por alguma eventualidade é diagnosticado à criança um grau de inteligência ligeiramente ou muito superior. É UMA DOENÇA GRAVE. Essa notícia diz em letras pequeninas em baixo "inteligência pode causar efeitos secundários graves (verificados em 100% dos casos registados) como disfunção social, exclusão e auto-exclusão, humilhação pública, incompreensão generalizada, incapacidade para socializar, descrença nos outros, inadaptação existencial, alergia fatal a pessoas, conversas monologais, suicídio incompreendido, entre outros". Mas desde quando é que a inteligência é uma qualidade positiva? O bolo de chocolate é inteligente, por acaso? é que é bom que se farta.
UH!! Chocolate Cake!!

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
eu e a Florbela Espanca - especificidades de um estado de espírito sem época
Sou uma céptica que crê em tudo, uma desiludida cheia de ilusões, uma revoltada que aceita, sorridente, todo o mal da vida, uma indiferente a transbordar de ternura. Grave e metódica até à mania, atenta a todas as subtilezas do raciocínio claro e lúcido, não deixo, no entanto, de ser uma espécie de D. Quixote fêmea a combater moinhos de vento, quimérica e fantástica, sempre enganada e sempre a pedir novas mentiras à vida, num dom de mim própria que não acaba, que não desfalece, que não cansa! Toda, enfim, esta frase a propósito de Delteil: «Très simples avec enthousiasme à sa droite et son désespoir à sa gauche.».
in Correspondência, 1930
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